Como construir um Portugal mais verde

Estás nas mãos de toda a população mundial construir e preservar o planeta em que vivemos. Para isso, existem medidas e produtos cada vez mais específicos.

Proteger o ambiente:

Minimizar a dependência da energia convencional e reduzir o impacto ambiental dos edifícios é, por exemplo, o grande desafio que a arquitectura tem entre mãos. A construção sustentável surge como nova dimensão da arquitectura em defesa do ambiente. Visa aproveitar os recursos naturais e reduzir a dependência das energias fósseis e poluentes.
Em Portugal, já existem muitos exemplos de construção sustentável que passam despercebidos à maior parte das pessoas. A Torre Verde e a Torre Sul, no Parque das Nações, são dois desses exemplos, como o edifício-sede da Vodafone, também no Parque das Nações.
A Tirone Nunes é pioneira em Portugal desde 1989, na projecção de edifícios verdes. Para Lívia Tirone, arquitecta da empresa, a constrição sustentável “ interage de uma forma muito cuidada com o ambiente e com o clima”. Esse é um dos principais benefícios desses edifícios. Recorre-se a diversas tecnologias e medidas de optimização do comportamento dos elementos envolventes ao edifício.
As casas verdes são feitas com materiais que tiram partido das condições ambientais. Isolamento térmico, vidros duplos, dimensionamento da área envidraçada ou sombreamentos exteriores conjugados com a orientação solar e a protecção dos ventos dominantes – isso faz com que as casas possam “ganhar o conforto que as casas convencionais não têm” diz ainda Lívia Tirone. A construção sustentável “tem vantagem em termos de conforto, saúde e custos: todos ganhamos”.

Menos custos:

Os custos também são mais amigos. Não do ambiente, mas da carteira dos utilizadores finais. O investimento é um pouco mais caro na fase da construção “ mais 3 a 5 por cento no custo global, rapidamente abatido nas economias directas e indirectas que se conseguem” – diz a arquitecta. Essa percentagem é compensada na redução de custos. “Com os isolamentos que estas casa têm ficam com mais conforto, precisam de menos energia da rede pública e menos manutenção.”
O clima português dispõe de recursos de grande abundância, quando comparado com o de outros países europeus. Em Portugal, um sistema solar térmico pode ser dimensionado, de acordo com as novas exigências legais, para satisfazer cerca de 60 a 75 por cento das necessidades de água quente durante todo o ano, sendo que no Verão pode satisfazer 100% das necessidades de uma família. Com as tecnologias e uma construção sustentável é possível ter casas onde o conforto é rei e o ambiente é tratado como tal. Embora o “mercado comece a ter uma consciência ambiental”, o processo é longo, pois não é fácil de mudar práticas”, refere Livia Terone.
A ONU já veio a publico defender que a construção sustentável pode ajudar mais na redução das emissões de CO2 para a atmosfera do que o Protocolo de Quioto. O estudo do programa do meio ambiente das Nações Unidas, divulgado há um ano, defende que os edifícios podem fazer mais pelo combate ao aquecimento global. Segundo a ONU, esta construção de menor consumo pode levar a uma economia de milhares de milhões de dólares num sector de que é responsável por 30 a 40 por cento do consumo mundial de energia.

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