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"Portugal atingiu, em Fevereiro, 7.474 megawatts (MW) de capacidade total instalada para produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis, segundo os dados publicados hoje pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

O aumento de potência instalada verificado no final do mês de Fevereiro, relativamente a Janeiro, deveu-se à entrada em funcionamento de um novo parque eólico e de duas novas centrais, uma minihídrica e outra fotovoltaica.

Apesar deste aumento, a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis desceu 48 por cento em Fevereiro, face a igual mês do ano anterior, devido à fraca pluviosidade e ao decréscimo muito significativo registado nas produções das bacias do Tejo, Douro, Cavado e Lima.

A produção de Fevereiro deste ano, quando comparada com a registada em igual mês de 2007, baixou de 2,04 tera-watts/hora (TWh) para 1,05 TWh.

Contrariamente, a produção eólica, nos dois primeiros meses deste ano, subiu 39 por cento face a igual período de 2007.

Em Fevereiro, a produção foi 22 por cento superior à registada no mês homólogo do ano anterior.

A potência eólica instalada no final de Fevereiro de 2008 situava-se em 2 170 MW, distribuída por 155 parques, com um total de 1 169 aerogeradores ao longo de todo o território Continental.

Até Fevereiro deste ano, a DGEG já licenciou cerca de 9.073 MW de instalações electroprodutoras a partir de fontes renováveis, o que significa um acréscimo de 21 por cento relativamente à potência instalada actualmente."


Lisboa, 21 Abr in

ACF.

Lusa/fim

"Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."

Voltaire


Será que existem mesmo direitos dos animais?
Apesar da Declaração Universal dos direitos dos animais( uma proposta levada por activistas à Unesco em 1978) prever que o direito destes deve ser protegido pela lei como os direitos dos homens(), existe dificuldade em assegurar que os mesmos são detentores de tais direitos. Primeiro porque estes não têm como reeivindicá-los, e a estes direitos estão habitualmente associados deveres, o que mais uma vez falha.
Várias teses têm sido apresentadas quer no sentido afirmativo quer no negativo da existência destes direitos. Para uns, numa visão antropocêntrica, trata-se de um direito que assiste ao homem, através do direito de propriedade. Para outros, os animais como seres vivos têm direitos, nem que seja apenas o direito a verem o seu direito à vida estar legalmente previsto.
Num texto de Cristina Beckert, (disponível em http://www.ifl.pt/main/Portals/0/dic/direitos_dos_animais.pdf), são discutidas várias teses sobre este tema.
Numa tese defendida em All That Dwell fala-se em “analogia com a atitude moral para com determinada classe de seres humanos”, isto é, “se atribuimos direitos a humanos não-paradigmáticos ou pacientes morais humanos , devemos também , por uma questão de coerência lógica e moral, atribuir direitos a todos os animais que possuam as mesmas capacidades”.
Numa outra tese defendida em The Case for Animal Rights, “baseando-se na delimitação de uma subjectividade animal como condição intrínseca da posse de direitos”.
Steve Wise foi mais longe. Defende que mais do que direitos morais , os animais devem também possuir direitos legais, consoante a sua autonomia.
A verdade é que muitos animais apresentam caracteristicas proximas dos humanos, como por ex. Os chimpazes. Será que nem esses podem ter direitos?


 

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